segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Razão...

Esta noite não vejo o luar.
Não sei onde estou.
Por momentos ouço uma voz…uma melodia ecoa. Suave…Breve…Triste…
Procuro, procuro porque preciso de sentir, preciso de viver como o pássaro que me acorda todas as manhãs…procurar…Sentir…Viver…
Tudo isto me falta, tudo isto é algo que não tenho, mas que vejo aproximar-se de mim cada vez mais…e mais…
A voz melancólica ecoa ainda…vagueando por entre os troncos dos pinheiros tristes da floresta, e ainda…não vejo o luar.
Procuro. Chamo. Corro, arranhando-me cada vez mais profundamente, à medida que os meus braços se agarram nos ramos das árvores para me aguentar e continuar. A ferida continua aberta…e caio.
Fecho os olhos…
Não vejo o luar…
Não sei onde estou…
A minha memória remonta 3 dias antes de toda esta confusão que se encontra na minha cabeça. Vejo o mar, e ao longe vejo uma sombra. Não é perceptível. Parece-me…não. Impossível.
Não percebo porque razão tudo perdeu o sentido. Não vejo saída deste labirinto. A memória não é reconstruída, e continuo caído.

Tento, por tudo o que acredito, fazer chegar a mim tudo o que perdi. Continuo sem saber onde estou. Breves imagens, pintadas com um vermelho cor de sangue, misturam-se com o azul do mar…céu. Um véu laranja cai pela tela onde assisto, bem de perto e muito calmamente, a toda aquela confusão organizada, fazendo sobressair os traços leves, quentes e suaves que me tocam bem ca em baixo.

perco-me. Segui os traços brancos do céu, como uma criança segue a borboleta colorida.
Ao cair em mim vejo-te. Deitada…quieta…sem nenhum gesto que ofereça resistência ás forças que te mantêm ali…caída.
Corro. Corro como corri pela floresta! corro, porque sei que…porque? Na verdade não sei bem…
A minha mão percorre os teus cabelos…Os teus olhos cor de vida abrem-se. E ao abrirem-se outro flash me ocorre. Vejo-me deitado. E um monstro ao meu lado. Cedo me apercebi que o que vivia neste flash…era exactamente o que tu vias. E caí em mim…a razão de tudo…a razão de estar preso neste remoinho irreversível é aquela…aquele…com aquelas formas míticas…era eu…